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A depressão e o cérebroA depressão e o cérebro

A depressão e o cérebro

Todos nós nos sentimos as vezes tristes, infelizes, abatidos ou inclusive miseráveis. A depressão maior (transtorno depressivo maior) é uma intensificação destes sentimentos, por períodos de tempo que podem durar semanas ou inclusive mais tempo. Vem acompanhado de um profundo sentimento de perda, frustração e raiva. De acordo com Health, os sintomas da depressão são: "agitação, ansiedade e irritabilidade; mudança drástica no apetite, frequentemente com aumento ou perda de peso; problemas significativos de concentração; fadiga e falta de energia; sentimentos de desesperança, impotência e inutilidade; ódio a si mesmo; sentimento de culpa; tendência a se isolar; perda de interesse em atividades que antes desfrutava; pensamentos sobre a morte ou suicídio; e problemas para dormir ou de excesso de sono". A depressão maior, devido a sua variedade de sintomas, interfere (de uma forma muito importante) no funcionamento da vida diária, em todos os contextos possíveis: nas relações pessoais, de trabalho, escola e família.

As mudanças na estrutura sempre foram associadas com a depressão maior. Em particular, se conferimos um estudo longitudinal que foi realizado durante três anos, descobrimos que, em comparação com o tema de controle, os pacientes com depressão mostraram uma redução na densidade da massa cinzenta do hipocampo, e o córtex pré-frontal dorsomedial direito. Além do mais, os pacientes na qual a depressão remeteu ao longo do período de 3 anos tiveram uma diminuição menor, que aqueles que continuavam com depressão, no hipocampo esquerdo, no cíngulo esquerdo anterior, no córtex pré-frontal dorsomedial esquerdo, e de maneira bilateral no córtex pré-frontal dorsolateral.

O dano da estrutura cerebral vem acompanhado de uma diminuição na função cognitiva. Nestes casos costumam se observar um retardamento cognitivo, assim como a redução da capacidade para vigilância, a flexibilidade, e a atenção sustentada e dividida. Também parece que a gravidade da depressão e o dano cognitivo são associados significativamente com o funcionamento psicossocial. Os diferentes perfis individuais neurocognitivos diferem no que diz respeito ao caráter e ao grau de déficit cognitivo. As funções executivas, assim como a aprendizagem verbal e a memória, se conservam melhor que a capacidade de atenção.

Os graves sintomas que acarretam a depressão fazem com que seja necessário que o doente vá em todas as sessões de psicoterapia e que seja medicado desde o começo da doença. Além do mais, levando em consideração o dano neurocognitivo e neurofisiológico que causa a depressão e tendo em vista a alteração do funcionamento diário e das funções psicossociais, ambos associados com a função cognitiva, é aconselhável buscar meios para preservar dita função cognitiva. Neste contexto, os resultados de uma recente prova de conceito de treinamento cognitivo realizada no Centro Psiquiátrico de Praga[3], na República Tcheca, sugerem, por primeira vez, que o treinamento cognitivo online pode reduzir a depressão e melhorar as cognitivas nas pessoas com depressão. Neste estudo, os resultados de um grupo de pacientes ambulatoriais com depressão unipolar ou bipolar, que foi treinado três vezes por semana durante 8 semanas com CogniFit, um programa de validação científica online de treinamento cognitivo, foram comparados com os de um grupo de controle de pacientes que receberam o tratamento standard, sem o treinamento cognitivo. Os resultados indicam uma redução clara nos níveis de depressão no grupo que foi treinado com CogniFit mas o mesmo não aconteceu com o grupo de controle. Por outro lado, os pacientes do grupo de CogniFit reportaram uma melhor qualidade de vida. Estes últimos mostraram um menor número de falhas no controle executivo (raciocínio e ) e um menor número de lapso de memória nas atividades cotidianas.

Referências

[1] Frodl TS, N Koutsouleris, N Bottlender, C Born, M. Jäger Variação Relacionada Com a Depressão Na Morfologia Do Cérebro De Mais De 3 Anos: Efeitos do estresse? Archives of General Psychiatry. 2008; 65 (10) :1156-1165

[2] Godard J, Grondin S, Baruch P, Lafleur MF, Scupin I, Reiser M, Möller H, Meisenzahl EM. Perfis psicossociais e neurocognitivos em pacientes depressivos com transtorno depressivo maior e transtorno bipolar. Psychiatry Research, publicação eletrônica antes de julho 2011

[3]Preiss M, Čermáková R, Cimermanová D. Reabilitação online das funções cognitivas: as possibilidades do programa de CogniFit. Apresentado no 12 º Congresso Europeu de Psicologia, Istambul, julho de 2011.

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